Porto de Gênova, século XIX

domingo, 7 de novembro de 2010

LEMBRANDO

Conversando com minha mãe, relembrado o passado:
meus avós vieram para Minas Gerais para trabalhar em fazendas.
Moraram em uma fazenda "na Serra" lá era muito afastado de tudo, não tinham contato com a civilização (ainda não apurei a localização exata dessa fazenda).
Trabalhavam debaixo do sol e descalços eram verdadeiros escravos brancos, o sol provocava bolhas em seus pés. 
Imaginem só: tinham a pele sensível pois de onde vieram tinha frio e neve, portanto quando aqui no Brasil fazia muito frio eles nem se agasalhavam,  até gostavam do clima.


Apesar das dificuldades, por falta de opção, lá moraram vários anos e tiveram os seguintes filhos: MARIA, ACÁCIO, ARTIDORO (nome em homenagem ao pai da nona), ELISA( nome em homenagem a irmã do nono que ficou na Itália), MÁRIO, IDA, SANTO GOBBO FILHO. Lá por volta de1937 foram os tempos mais difíceis, até fome eles passaram. Não tinha como plantar por causa de uma seca, tudo estava seco. Foi por causa desta dificuldade que procuraram outra fazenda para morar.
Foram para uma fazenda perto do Rio das Velhas: Lá tiveram outra filha: ALVANIRA. 
Mesmo com todas as dificuldades nunca perderam a fé, sempre apresentavam alegria.
Trabalhavam cantando.
Enquanto os pais e os filhos mais velhos trabalhavam na roça, os menores ficavam em casa e uns cuidavam dos outros.

Café e crianças - cotidiano dos imigrantes italianos.

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