Porto de Gênova, século XIX

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Perdas



Meus pais mudaram para a cidade de Franca, SP,  para trabalhar em salão de barbeiro (cabeleireiro). Ele aprendeu a profissão e era muito bom nisso. Foi a 1ª vez que eles ficaram longe dos parentes. Dois anos após, mudamos para Uberaba-MG, onde  eu estou até hoje.
Também vieram morar aqui: Eloi Facioli com sua família, M.Isabel Facioli com seu esposo e três filhos, o meu avô Cinode Facioli e nona Amalia Betiatti.Também veio o Cidalino Facioli e família.
Éramos felizes apesar da simplicidade.
Em 1970, o nono faleceu. Foi a 1ª perda na nossa família tão unida. Só que não sabíamos o que estava por vir: Meu pai, nunca escondia a  saudade que sentia da  fazenda São Gabriel, sempre que podíamos íamos  até lá, pois Silvio Facioli e Orozimbo Facioli moravam com suas respectivas famílias. Em  15 de Abril de 1971, meu pai reuniu os sobrinhos que estavam adolescentes para jogar bola lá na fazenda. Fomos todos, era um domingo, a chuva tinha dado trégua, o dia estava bonito  A  viajem até lá, fizemos em cima de um caminhão de boi. Chegamos cedo lá, comemos goiaba pelo caminho, brincávamos, corríamos, era tudo alegria. Infelizmente a alegria durou pouco.
Nesse dia, meu pai veio a falecer, enchendo nossa vida de tristeza e percalços.
Da família do meu pai resta vivo o irmão mais velho Silvio Facioli viúvo e mora com os filhos em Sertãozinho S.P.
Da família da minha mãe o nono faleceu em 1/6/1990 e a nona em 8/8/1992 e mais: ILDA GOBBO; ARTIDORO GOBBO e recentemente, o tio SANTO GOBBO FILHO (Santinho).
Como somos corajosos superamos a tristeza, a saudade temos até hoje.


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